Covid faz ginástica mudar classificação olímpica e pode beneficiar brasileira

Thaís Fidélis ficaria com uma das vagas no individual geral, caso os torneios continentais não sejam realizados

Foto: RICARDO BUFOLIN
Covid faz ginástica mudar classificação olímpica e pode beneficiar brasileira
Thaís Fidélis pode se classificar para Tóquio caso o Pan-Americano não aconteça

MARCELO LAGUNA / OTD 

Embora já tenha definido a maioria de seus 324 classificados para a Olimpíada de Tóquio-2020, a ginástica ainda está preocupada em como fazer para distribuir as vagas remanescentes. 

Diante da pandemia do coronavírus, que segue inviabilizando várias competições, a Federação Internacional de Ginástica (FIG) publicou na sexta-feira, uma nova atualização em seu sistema de classificação olímpica. E nesta nova versão, a ginasta brasileira Thaís Fidélis pode ser beneficiada.

A FIG, que já teve que cancelar a classificação pelas Copas do Mundo do individuo geral, devido ao cancelamento de várias etapas em fevereiro, decidiu se antecipar ao problema.

Aliás, neste domingo foi confirmado mais um adiamento. Desta vez de uma etapa da Copa do Mundo de ginástica de trampolim, que aconteceria nos dias 23 e 24 de abril em Brescia (ITA).

Novamente por causa do aumento de casos de Covid-19, na Itália. A competição foi remarcada para quatro e de cinco de junho.

Desta maneira, não é possível assegurar se o calendário prévio será respeitado em razão do coronavírus. Por isso, a entidade publicou uma nova atualização do sistema de classificação, válido também para a ginástica rítmica e de trampolim (clique nos links para ver todas as atualizações).

A principal mudança prevê como será a realocação de vagas caso os campeonatos continentais. Este seria último caminho para os atletas conseguirem se classificar para a prova do individual geral para Tóquio.

Em relação às Américas, o Campeonato Pan-Americano está previsto para ocorrer em junho, no Brasil, ainda sem data e locais confirmados. Duas vagas por gênero estão em jogo no Pan-Americano.

A FIG determinou que 29 de junho é o prazo final para estes torneios acontecerem. Caso não seja possível, o Mundial de ginástica artística de Stuttgart, realizado em 2019, determinará os últimos classificados.

Novamente tendo como base a classificação dos ginastas das Américas no Mundial, com exceção das equipes já classificadas (EUA e Canadá no feminino e EUA e Brasil no masculino), a brasileira Thaís Fidélis ficaria com uma destas vagas. Em Stuttgart, ela terminou na 46ª posição no individual geral feminino.

A realocação de vagas desta forma, se por um lado asseguraria mais uma ginasta brasileira em Tóquio, também prejudicaria Rebeca Andrade. Apontada por especialistas como um dos grandes talentos da nova geração da ginástica do Brasil, ela estaria fora da segunda Olimpíada de sua carreira.

Com uma lesão no joelho, ela não disputou o Mundial de 2019. Na Rio-2016, ela ficou em 11º lugar no individual geral.