Covid-19 deixa o rali mais pobre com a morte de Eduardo Ortolan

Sua última competição foi o 27° Transparaná, disputado do mês passado de Foz do Iguaçu a Curitiba

Foto: DIVULGAÇÃO
Covid-19 deixa o rali mais pobre com a morte de Eduardo Ortolan
Eduardo Ortolan, o Lobinho

BLOG DO LUIS APARECIDO / CATVE

Vitimado pela Covid 19, na tarde desta segunda-feira, morrreu o navegadr de raly, Eduardo Ortelan (Lobinho). Ele tinha 44 anos, completados no último dia 25 e estava internado há duas semanas. Deixa esposa Cristiani e os filhos Maria Eduarda e João Pedro.

morte de Eduardo deixará um vazio em Cascavel, no rali paranaense e brasileiro. Como empresário, comandava com a família a Óticas Curitiba.

Eduardo Ortelan também tinha destacada atuação social, comandando com o pai Ademir o programa de cadeiras de rodas do Rotary. Aqueles que precisavam deste equipamento e não tinham condições de comprar, tinha no trabalho de Eduardo e seu pai um grande apoio, conseguindo por empréstimo pelo período que precisavam.

Como desportista, Eduardo presidiu o Rallye Clube de Cascavel e atualmente era vice-presidente, na gestão que tem à frente César Valandro como presidente. Começou a competir em 2004, quando fez sua primeira filiação à FPrA (Federação Paranaense de Automobilismo).

Em 2018, formando dupla com o piloto Sandro Suptitz, sagrou-se campeão brasileiro de rali de velocidade na categoria RC4.

No dia a dia, Eduardo era uma pessoa amigável, sempre educado e disposto a colaborar com todos que dele precisassem. Entre os amigos era sempre chamado de Lobinho e quando se tratava de organizar uma prova de rali, era o primeiro a se escalar para fazer o levantamento da trilha, sempre preocupado com a segurança, mas sempre garantindo percursos que proporcionasse competitividade e emoções aos participantes.

Lobinho liderou o grupo de pessoas do Rallye Clube de Cascavel que organizou o Brasileiro de Rali de Velocidade em Cascavel em 2013, quando a etapa cascavelense foi considerada pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) com a etapa de melhor organização da temporada daquele ano.

A cada reunião do clube, o jantar ficava sempre a seus cuidados, o que sempre despertou uma dúvida. Os ralizeiros de Cascavel assíduos freqüentadores das reuniões do clube porque gostavam de rali ou porque não resistiam ao cardápio do Lobinho.

Sua última competição foi o 27° Transparaná, disputado do mês passado de Foz do Iguaçu a Curitiba, quando se classificou em, 12° lugar na categoria Graduados, formando dupla com o piloto Antônio Sérgio de Oliveira.

Gatti lamenta 

Rubens Gatti, presidente da Federação Paranaense de Automobilismo (FPrA) lamentou a morte de Eduardo Ortolan, afirmando que o esporte a motor do Paraná teve uma segunda-feira triste. Eduardo era filiado à entidade desde 2004.

"Perdemos um excelente navegador, um amigo e um grande parceiro. Como dirigente, contribuiu muito para o crescimento do rali do Paraná, organizando provas locais, estaduais e nacionais, como etapa do Brasileiro disputada em Cascavel em 2013. O Eduardo vai fazer muita falta ao rali do Paraná", enfatiza Gatti