Cascavelense pode ganhar a vaga olímpica

A vaga aberta para o Brasil foi obtida devido ao desempenho no campeonato mundial da Hungria, disputado em 2019

Foto: FLÁVIO HONDO
Cascavelense pode ganhar a vaga olímpica
Vagner Souta é o favorito para ficar com a vaga do Brasil no K1 1000 m masculino

EDILSON OLIVEIRA

O canoísta do Clube de Regatas Cascavel, Vagner Souta, pode ser confirmado como participante da seleção brasileira de canoagem  nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, adiados para 2021. O Brasil acaba de ganhar uma vaga olímpica para a prova do K1000 e o cascavelense venceu a Seletiva Nacional.

Por enquanto Vagner Souta oficialmente não tem a vaga, mas está na expectativa da homologação da marca obtida com a vitória na recente prova seletiva, disputada no Lago Municipal de Cascavel. 

A vaga aberta para o Brasil foi obtida devido ao desempenho no campeonato mundial da Hungria, disputado em 2019, onde o atleta Vagner Souta foi o único representante brasileiro na prova do caiaque e é o atleta com o melhor tempo das Américas em sua prova.

A vaga deve ser herdade por Vagner Souta por falta de tempo para a disputa do pré-olímpico, que seroa disputado no mês passado em Curitiba, nas foi cancelado, devido a agenda coincidir com o tempo de vigência de um decreto municipal de restrição à atividades esportivas, publicado devido a situação sanitária e para a prevenção ao contágio do Coronavírus (Covid-19). 

Com o cancelamento do Pré-Olímpico de Curitiba, pela Federação Internacional (ICF), sem a vaga que seria conquistada no pré-olímpico, a Confederação Brasileira de Canoagem resolveu fazer uma seletiva nacional para compor a equipe, mas ainda não homologou o resultado da vitória de Vagner Souta, em Cascavel.

Além do K1 1000m masculino, Brasil tinha a expectativa de conseguir uma vaga também no C1 200 m feminino, já que Valdenice Nascimento foi a melhor do continente no Mundial de 2019, mas a ICF não confirmou a classificação dela. Segundo a entidade, para validar o critério continental, três atletas das Américas deveriam estar na disputa por um lugar em Tóquio. Das cinco inscritas, três obtiveram vaga direta porque ficaram entre as seis primeiras colocadas do Mundial. Assim, sobraram apenas a brasileira e uma guatemalteca postulantes à cota, o que fez com que a ICF não realocasse nenhuma vaga da prova para o continente.

A outra vaga que o Brasil tinha a expectativa de conseguir era a do C1 masculino da canoagem slalom, mas quem levou foi os Estados Unidos. A escolha, neste caso, baseou-se no ranking internacional. O Pré-Olímpico da canoagem slalom, que seria no Rio de Janeiro, também foi cancelado por causa da pandemia. A modalidade tem Ana Sátila (Foz do Iguaçu - PR) e Pepê Gonçalves classificados para os Jogos Olímpicos.

ANA PAULA VERGUTZ

Depois de conquistar o primeiro lugar da prova seletiva nacional frealizada recentemente no Lago Municipal de Cascavel, agora Ana Paula Vergutz espera pela homologação de seu resultado no Controle Nacional de canoagem Velocidade e a convocação da Confederação Brasileira de Canoagem, para disputar a Copa do Mundo da Rússia, entre os dias 21 e 23 de maio.

Em Cascavel ela conseguiu vencer a prova dos 500 metros K 1 feminino, com o tempo que queria e precisava (queria 1 minuto e 54 e obteve 1 minuto, 54 segundos 70 segundos).

A única chance de Ana Paula ir para a sua segunda olimpíada (2016 foi a primeira) é ser a campeã da Copa do Mundo.

Ana Paula Vergutz, canoísta de Cascavel (FOTO - EDILSON OLIVEIRA)

Ana Paula Vergutz consegue o índice mais ainda tem que remar contra o mundo